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Há decisões que fazem crescer uma empresa. E há decisões que definem quem ela escolhe ser.

Aug 08, 2026
Uma Equipa do MBA da Happiness Business School junto ao logótipo da escola
 

THE HAPPINESS LETTER

Uma carta sobre o fim de um ciclo, a coragem de escolher e a possibilidade de permitir que uma missão mude de forma.

Madalena Carey, Executive Director da Happiness Business School

Madalena Carey

Executive Director · Happiness Business School

Olá,

Há mensagens que demoram a escrever-se.

Esta é uma delas.

Há oito anos, quando lançámos a Certificação em Felicidade Organizacional e, mais tarde, o MBA em Felicidade Organizacional, não existia mais ninguém em Portugal a fazer este trabalho.

Não havia caminho traçado. Não havia referências em quem nos inspirar.

Havia apenas uma convicção muito clara: a de que o trabalho podia — e devia — ser um lugar onde as pessoas florescem.

E havia a teimosia de acreditar que isso podia ser ensinado, medido e transformado numa profissão.

Fomos pioneiros.

E tudo o que isso implica também fez parte da viagem.

Houve desafios. Houve dúvidas. Houve muitas primeiras vezes.

Foi muito difícil.
Foi muito bonito.
E valeu completamente a pena.

Hoje, o cenário é muito diferente.

E isso é, acima de tudo, uma boa notícia.

O mercado que ajudámos a abrir cresceu. Surgiram novos projetos, novas formações e mais pessoas a falar de felicidade organizacional do que alguma vez imaginámos quando começámos praticamente sozinhos nesta missão.

Aquilo que durante anos parecia um nicho tornou-se um tema relevante e transversal.

E não escondo o orgulho que sinto por saber que ajudámos a construir esse caminho.

Aquilo que nos trouxe até aqui nem sempre é aquilo que nos leva ao próximo capítulo.

Nos últimos anos, enquanto continuávamos a formar profissionais através da Certificação e do MBA, fomos também entrando cada vez mais profundamente dentro das organizações.

Hoje trabalhamos lado a lado com empresas de setores muito diferentes — da banca à indústria, da hotelaria aos serviços, da saúde à tecnologia.

Em salas de administração.
Em fábricas.
Em hotéis.
Em hospitais.
Em empresas familiares.
Em multinacionais.

E foi precisamente esse trabalho que me começou a inquietar.

Porque, quanto mais tempo passávamos dentro das organizações, mais clara se tornava uma ideia: o nosso maior impacto estava a acontecer ali.

Cada projeto, cada organização e cada equipa com quem trabalhávamos deixava-nos a mesma sensação:

É aqui que hoje conseguimos criar o maior impacto.

E talvez o próximo capítulo da nossa missão peça uma forma diferente de a viver.

Não porque a Certificação ou o MBA tenham deixado de fazer sentido.

Fazem.

Muito.

Mas começámos a perceber que aquilo que nos trouxe até aqui podia já não ser a forma de criar o maior impacto daqui para a frente.

Chegar a esta conclusão obrigou-me a fazer perguntas difíceis.

Não as estratégicas.

As outras.

As que nos tiram o sono:

Quem somos nós, se deixarmos de fazer aquilo pelo qual tantas pessoas nos conhecem?

Será que vão achar que estamos a desistir… quando, na verdade, estamos apenas a escolher?

Será que estou a ter coragem… ou estarei simplesmente a deitar fora algo que demorou oito anos a construir?

Será que vale a pena arriscar perder aquilo que construímos para sermos fiéis àquilo em que hoje acreditamos?

Foram perguntas desconfortáveis.

Mas também foram elas que me deram a resposta.

Nem tudo o que começamos precisa de durar para sempre para ter tido valor.

Ser pioneiros não significa repetir a mesma fórmula para sempre. Significa abrir caminho para que aquilo que realmente importa continue a evoluir, mesmo que isso implique fechar a forma original.

Crescer nem sempre significa fazer mais.

Muitas vezes, significa escolher menos, mas fazê-lo com mais profundidade. Ao tentar servir, com a mesma dedicação, tanto indivíduos como organizações, fomos percebendo que estávamos a dividir a energia que nos torna verdadeiramente diferentes.

Há momentos em que continuar é a decisão mais confortável, mas já não é a mais honesta.

A coragem de uma organização também se mede pela sua capacidade de reconhecer quando chegou o momento de deixar ir.

Foi aí que percebi que a decisão já estava tomada.

Só faltava encontrar coragem para a dizer em voz alta.

O FIM DE UM CICLO

Em outubro e novembro de 2026 realizaremos as últimas edições públicas do MBA e da Certificação Presencial em Felicidade Organizacional da Happiness Business School.

Depois destas edições, este capítulo chega ao fim.

Não porque deixámos de acreditar na nossa missão.

Mas precisamente porque acreditamos ainda mais nela.

Quando finalmente partilhei esta decisão, recebi centenas de respostas.

Achei que tinha escrito sobre o fim de um MBA e de uma Certificação.

Mas, ao ler as mensagens, percebi que aquela carta falava, afinal, sobre outra coisa.

Coragem.

“É preciso muita coragem.” “Que decisão corajosa.”

Confesso que essas mensagens me deixaram a pensar.

Porque há muitos anos que digo que uma das maiores dificuldades que encontro nas organizações não é a falta de talento. Nem de estratégia.

É a falta de coragem.

Coragem para dizer aquilo que ninguém quer ouvir. Para mudar de direção. Para experimentar algo diferente.

Ao longo dos anos, repeti esta ideia centenas de vezes.

Em salas de formação.
Em conferências.
Em reuniões com equipas de liderança.

Mas há uma enorme diferença entre acreditar numa ideia… e ser chamado a vivê-la.

Foi isso que as mensagens me fizeram perceber.

Que, por vezes, a vida devolve-nos as próprias lições que ensinamos.

Durante muito tempo achei que coragem era movimento.

Era começar. Arregaçar as mangas. Ir. Fazer.

Hoje já não tenho tanta certeza.

Porque começar exige coragem.

Continuar exige persistência.

Mas renunciar… talvez seja a forma mais profunda de coragem.

Afinal, renunciar nunca parece uma conquista.

Parece uma perda.

É escolher perder uma possibilidade para proteger um propósito.

É trocar quantidade por profundidade.

É aceitar que nem tudo o que é bom continua a ser certo.

Existe uma coragem que constrói.

E existe outra que cria espaço para voltar a construir.

Ao olhar para estes oito anos de empreendedorismo — e para o trabalho que temos desenvolvido ao lado de tantas organizações — percebi que quase todas as grandes decisões de liderança esbarram no mesmo desafio:

O apego.

E talvez seja por isso que há quatro paradoxos sobre liderança que hoje fazem muito mais sentido para mim do que faziam quando comecei.

01

Tudo o que cresce acaba, mais cedo ou mais tarde, por ter de escolher o que deixa de ser.

02

Há empresas que morrem por falta de inovação. Mas conheço muitas mais que morrem por excesso de apego.

03

As decisões mais difíceis raramente são estratégicas. São identitárias.

04

Nem todas as decisões que fazem crescer uma empresa parecem crescimento.

Algumas parecem despedidas.

Celebramos quem cria. Quem cresce. Quem expande.

Mas quase nunca celebramos quem tem coragem para fechar um ciclo antes de ele perder sentido.

Talvez porque essa coragem não alimenta o ego.

Alimenta o futuro.

No fim de tudo isto, percebi que esta decisão nunca foi apenas sobre um MBA ou uma Certificação.

Foi sobre tentar viver aquilo que, durante tantos anos, discutimos nas nossas salas.

Que liderar não é agarrar todas as oportunidades.

Nem crescer a qualquer custo.

É ter discernimento para escolher.

E coragem para renunciar.

A partir daqui, vamos dedicar toda a nossa energia a trabalhar diretamente com organizações e líderes. A ajudá-los a construir culturas onde as pessoas florescem e onde os resultados também acontecem.

A Certificação Online continuará disponível. O que termina são as edições públicas presenciais da Certificação e o MBA neste formato.

Às vezes, a forma mais bonita de honrar aquilo que construímos é permitir-lhe mudar de forma. Para então evoluir.

Há ciclos que terminam porque falharam.
E há ciclos que terminam porque cumpriram a sua missão.

Quero terminar como comecei.

Com o coração.

Obrigada por ter caminhado connosco até aqui.

Por abrir os nossos emails.
Por nos enviar sugestões.
Por nos recomendar a amigos, colegas e líderes.
Por acreditar numa ideia que, há oito anos, parecia improvável.
E por fazer parte desta história.

Um abraço, com o coração cheio,

Madalena Carey

Executive Director

O ÚLTIMO CAPÍTULO

As últimas edições públicas

Para quem sente que gostaria de fazer parte deste último capítulo da Happiness Business School, será uma enorme alegria recebê-lo numa destas edições.

MBA em Felicidade Organizacional — Português
Início a 6 de outubro de 2026 · Live online

Certificação Presencial — Português
26 a 29 de outubro de 2026 · Oeiras

MBA em Organisational Happiness — Inglês
Início a 3 de novembro de 2026 · Live online

Organisational Happiness Certification — Inglês
16 a 19 de novembro de 2026 · Oeiras

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Edições em inglês: MBA  ·  Certificação Presencial

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